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Partida de um grande amigo.
Marcelo Braz Gomes
Quando alguém parte, fica muita coisa.
Eu
esperava, que nada ficasse, porém, às vezes,
fica muito mais do que poderíamos imaginar.
É como que digitais invisíveis, mas sensíveis a olhos atentos.
Olhos que deverão se acostumar com o que se foi,
Olhos que deverão se acostumar com o que ficou, e ficou tanto,
embora tanto e nada se abracem de uma forma que se apresentam aparentemente
inseparáveis.
Fica um vazio, fica a falta mais presente e evidente,
ficam lugares que não mais serão ocupados como antes,
ficam vozes perdidas em corredores escuros,
fica a lembrança do sorriso, ficam gírias, ficam gestos,
e fica também, histórias separadas,
fica tudo, fica nada,
fica tudo e nada e mais alguma coisa,
fica a dor do adeus,
ficam as a lágrimas depois da despedida,
fica um nó na garganta que se renova a cada lembrança,
fica a temerária constatação de que nada será como antes,
fica a dúvida de como será a partir de agora,
ficam objetos encantados pela essência ausente, de alguém que habitou aquela
lugar,
e fica, em suma, um gostinho de morte nas papilas gustativas e no coração.
Aos
familiares e amigos, nossas condolências
LSW
Produtora - Lutiano
Saraiva
Weiss |